Sede olímpica do remo e da canoagem: um quebra-cabeça logístico e de segurança

Sede olímpica do remo e da canoagem: um quebra-cabeça logístico e de segurança

Vista aérea do canal onde serão realizadas as provas de canoagem slalom nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, em Vaires-sur-Marne, em 7 de fevereiro de 2024MARTIN BUREAU

Martin BUREAU

Vaires-sur-Marne não é o Stade de France nem o Campo de Marte e o local das provas de remo e canoagem está longe de ser o mais exposto dos Jogos Olímpicos de 2024. Mas o seu tamanho e localização apresentam desafios específicos de segurança e transporte.

O estádio náutico de Vaires-sur-Marne, única instalação olímpica do departamento de Sena e Marne, na periferia parisiense, sediará as provas de remo e canoagem, assim como a canoagem slalom sem interrupção, de 27 de julho a 10 de agosto.

Localizada a cerca de quinze quilômetros ao leste de Paris, a base náutica de cinco hectares, remodelada para os Jogos, consiste num estádio de águas agitadas e num grande lago natural com dois quilômetros de comprimento.

Cercado por imensas florestas, o lago não possui nenhuma proteção especial e é acessível a todos, o que preocupa a polícia local, encarregada de garantir a segurança do perímetro durante os Jogos.

“É um lugar longe dos subúrbios, que não é particularmente propenso ao crime. Mas é completamente aberto”, resume à AFP Antoine Salmon, diretor interdepartamental da polícia de Sena e Marne.

Na sede departamental da polícia, em Melun, cerca de quarenta quilômetros ao sul, uma equipe reflete sobre o dispositivo de segurança, com uma foto de satélite pendurada numa parede.

Para “impermeabilizar” a base náutica, serão instalados vários quilômetros de grades acorrentadas e cobertas com lonas. Este isolamento será acompanhado por câmeras e várias patrulhas policiais percorrerão o perímetro a pé, de bicicleta ou a cavalo.

A questão é ainda mais complicada pelos diferentes riscos enfrentados: “Pode ser um agressor isolado, um grupo, jovens que queiram aceder ao recinto durante o dia ou à noite, um grupo radicalizado que se opõe à celebração dos Jogos Olímpicos”, lista Antoine Salmon.

A questão fica ainda mais complicada pelos diferentes riscos enfrentados: “Pode ser um agressor isolado, um grupo, jovens que queiram ter acesso ao local durante o dia ou à noite, um grupo radicalizado que se opõe à realização dos Jogos Olímpicos”, lista Antoine Salmon.

– O desafio do transporte público –

Para garantir este caro dispositivo, que mobilizará até 500 policiais simultaneamente, a polícia requisitou um estádio em frente à sede, que servirá de base de operações. “Queremos que os policiais possam se recuperar e descansar, assim como os cavalos”, afirma o responsável da polícia.

Transportar espectadores durante os Jogos Olímpicos, cerca de 36 mil por dia, segundo as previsões dos organizadores, tampouco é uma tarefa fácil.

Como parte do objetivo de limitar o impacto ambiental dos Jogos, Paris-2024 pede aos visitantes que utilizem o transporte público e os carros serão proibidos perto das instalações olímpicas.

Mas embora a maioria dos outros locais esteja localizada na área urbana de Paris e seja de fácil acesso, esta base náutica fica relativamente longe de qualquer grande estação ferroviária.

A mais próxima, a de Vaires-Torcy, fica a dois quilômetros, cerca de 25 minutos a pé, e só é utilizada pela linha ferroviária Transilien P, que faz ligação com a Gare de l’Est (Estação do Leste) de Paris.

Para facilitar a circulação do público, haverá ônibus gratuitos com origem e partida de duas estações suburbanas de trem RER um pouco mais distantes (10 e 20 minutos de carro), em Chelles (RER E) e Bussy Saint Georges (RER A). Estas duas linhas chegam ao centro de Paris.

Para os residentes da zona que, no entanto, decidam vir de carro, “até o final do mês haverá um mapa de estacionamentos” que estará localizado a “2 ou 3 estações” de RER ou Transilien da sede, indica à AFP, a autoridade que administra os transportes públicos na região parisiense Île de France Mobilité.

Será necessário estacionar, pegar o trem e terminar o trajeto a pé ou de ônibus.

Fonte: www.canalrural.com.br
O conteúdo acima foi originalmente publicado no CanalRural e indexado ao Alta Notícias

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